Após cinco anos de funcionamento, hoje, 27 de janeiro, é o último dia que o Centro Hospitalar São Lucas, em Braço do Norte, ficará com as portas abertas. A decisão, anunciada esta semana pelo diretor e médico da unidade hospitalar, Emir Dacorégio, diz respeito a internações e procedimentos cirúrgicos, que a partir de agora, não serão mais realizados no hospital.
“O Centro Hospitalar sempre foi um sonho meu que há cinco anos vi nascer, ou seja, era meu objetivo de vida. No entanto, há um ano fui percebendo que este projeto não seria mais viável, tanto financeiramente, como pela falta de médicos para que atuarem em sobreaviso”, explica Emir.
O médico relembra que tudo começou ainda em 1995, quando ele abriu o local apenas como consultório médico. “Em seguida vi que a população necessitava de um Centro Hospitalar para atender a demanda de Braço do Norte e outros municípios, com atendimento de urgência e realização de cirurgias”, confidencia Emir.
Com cerca de três mil metros quadrados, em um prédio de cinco andares, Emir conta que o Centro Hospitalar oferecia 14 leitos, duas unidades semi-intensivas, três salas de cirurgias e maternidade com alojamento conjunto para mãe e criança. “Tudo que ganhei com a medicina em Braço do Norte, investi aqui também. Tanto que no dia 26 de janeiro, há cinco anos era inaugurado o Centro Hospitalar”, revela o médico.
“Chegamos a esta decisão com muita tristeza. Na sexta-feira passada (20 de janeiro) entreguei as rescisões de contrato para os 26 funcionários e teve muita choradeira. É nestas 26 famílias que eu pensei. Acredito que para manter o Centro Hospitalar aberto, faltou parcerias. Muitos médicos não queriam ficar em sobreaviso. Nunca me neguei, como nunca vou fazer isso, de prestar atendimento seja a hora que for. No entanto, o corpo vai cansando”, ressalta Emir e complementa que na maioria dos fins de semana era ele quem prestava o atendimento de sobreaviso.
O atendimento, agora ficará restrito aos consultórios médicos já existentes e laboratórios. “A única coisa que não poderemos mais manter são as internações e cirurgias, o restante continua em pleno funcionamento. Nós tínhamos que manter uma taxa de 60% de ocupação. Mas, nossa realidade não chegava a este número”, relata o médico e acrescenta que o fato de ter fechado as portas não significa que desistiu de seus sonhos.
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